sábado, 20 de março de 2010

das palavras

as palavras que me ensinaram eu jà nao me recordo.
as palavras que se repetem na minha cabeça em forma de musica.
as palavras que perseguem o meu dia e preenchem minha noite.
as palavras que me fazem uma pessoa melhor.
as palavras que me contam historias tristes.
as palavras que deixam tonta.
as palavras que nao me deixam sorrir.

as palavras que eu nao sei dizer, sao exatamente aquelas que eu queria falar.

das coisas que nao fizemos

...Nao fomos para a academia; mas comemos chocolate.
Nao colocamos a melhor roupa; mas sorrimos nossos melhores sorrisos.
Nao fizemos fotografia; mas recordaremos dos detalhes.
Nao usamos perfumes; mas tudo cheira a qualquer coisa boa.
Nao estudamos as liçoes; mas aprendemos muito.

Nao fizemos nada de errado; mas sentimos culpa.
Nao demos nosso melhor, mas estamos cansada.

da noite de sempre

é Sabado, é noite e chove.
E nòs continuamos onde sempre estivemos.
E nao conhecemos ninguem, e ninguem nos fez rir...
Sao so promessas...As mesmas promessas do futuro, do futuro que nao construimos.
E nòs continuamos aqui.
Aqui que é estatico, aqui que é igual, aqui que é comum.
Comum que todos vivam e se sintam felizes.
Até a chuva desistiu, nòs nao...
continuamos aqui.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

das comparações

Por gostar de comparações eu sempre me achei nas coisas mais estranhas.
Hoje, por exemplo, eu me achei parecida com o Sertão.
Pois assim como ele, eu fico seca boa parte do tempo.
Seja pela temperatura dos problemas, seja pela falta de chuva na vida.
E parace que tudo fica meio quebradiço, arenoso, frágil...
Nessas horas espero uma ventania me soprar pra bem longe do sufoco.
Um dia, sem esperar, cai uma chuvinha e meu Sertão volta a viver.
Tudo fica logo verde e tranquilo como deveria.
A certeza de dias melhores enraiza no solo úmido.
Cada gota é saboreada com prazer, e os sentimentos vão brotando,
Até não haver mais nada.
Só eu e meu Sertão.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

das escolhas

Escolhi ficar acordada mas uma hora eu tenho que dormir.
Escolhi o trabalho duro e esqueci as férias tranquilias.
Escolhi beber cerveja e não refrigerante.
Escolhi sair nas fotos do que tirar elas.
Escolhi tentar ao invés de reclamar.
Escolhi parar de achar defeitos.
Escolhi sorrir, e as vezes chorar.
Escolhi dançar pra não esfriar.
Escolhi ser mais intensa.
Escolhi ficar e ser feliz.
Escolhi a vida.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

da chuva

A chuva que evapora, que infiltra, que escorre, que se deixa absorver.
A chuva que molha a calçada, que corre a estrada, e faz a vida.
A chuva que enche a rua, e faz poças.
A chuva que chora numa tarde azul, que acaba meu dia de sol.
A chuva que encharca minha calça jeans, e deixa os pés gelados.
A chuva que me faz carregar a velha sombrinha.
A chuva que lavou a cidade e meu cabelo foi parar no mar.
A chuva que choveu hoje, não chove nunca mais .

sexta-feira, 15 de maio de 2009

do futuro

Eu espero que funcione. Eu desejo que dê certo. Eu fiz tantas escolhas e não faço idéia do futuro que me espera. Eu defini metas e não sei se consigo cumpri-las. Parece que todo mundo sabe onde vai chegar, mas eu não consigo nem ver o que vai acontecer amanhã. Eu fico ansiosa pelas novidades e desesperadas pelos resultados. Eu queria que fosse mais fácil mas, eu almejo o mais difícil. E se tudo for em vão? Talvez meu futuro seja apenas a continuidade do presente. E nada mude, nem melhore, nem piore só passe, só aconteça. E os anos que se seguem não me acrescentarão nada, fora a velhice, nada mudará pela minha existência, nada que eu aprendi vai salvar minha alma. E eu vou lembrar das cores que eu imaginei, dos desenhos que fiz, das palavras que aprendi, do futuro que eu planejei, e do nada que eu fiz. Ninguém vai lembrar meu nome e vou passar em branco pela vida colorida.